Recolocação profissional: 3 lições de prospecção para você se vender socialmente

Já contei a história de como chutei o balde por aqui. Ou, ao menos, como havia planejado fazer isso.

Saí do modelo CLT em março. Semanas depois, a pandemia estourou no Brasil. Não consegui viajar, nem fechar contratos que gostaria de ter fechado como freelancer em meio às mudanças trazidas pelo coronavírus. 

O que fiz foi negociar um contrato autônomo com a empresa que havia deixado – coisa que não passava pela nossa cabeça antes. Hoje, estou de volta ao time!

No entanto, algo ainda estava faltando. Gosto muito de atender clientes, principalmente no ambiente dinâmico da Sofist, mas não era segredo para ninguém que eu queria criar conteúdo.

E, para criar conteúdo, precisava de mais experiência.

Já tinha pegado um freela aqui, outro ali, mas queria ir além. Estudei muito sobre produção de conteúdo e SEO. Depois, montei uma estratégia de prospecção de vendas para, inicialmente, produzir conteúdo de graça para empresas que têm a ver com meu propósito e precisam desse tipo de serviço.

Foi assim que me tornei criadora de conteúdo para as redes sociais do Mete a Colher e do Tina.

Foi assim, também, que conheci (remotamente) pessoas que fundaram outras empresas e que estão no meu radar para futuras oportunidades (e vice-versa).

E quem não gosta de oportunidades?

Diariamente, vejo pessoas buscando por elas. E por isso é tão importante ter truques de prospecção na manga, pois ela te ajuda a se aproximar das pessoas certas.

E é claro que não vou guardar isso pra mim.

Abaixo, você vai encontrar 3 dicas de prospecção que vão fazer com que você se destaque na hora de se vender socialmente para uma nova vaga.

Mas, alto lá! 

Se você não sabe o que é prospecção direito, ou como fazer, volta uma casa e lê este artigo aqui antes de qualquer coisa: O que aprendi em 2 anos de captação de clientes que vai te aproximar das pessoas certas. Depois você lê esse, beleza?

Vamos lá!

1 – Estude, entenda, customize

Essa é uma regra básica da prospecção de vendas, mas ainda vejo muita gente errando a mão.

Vamos começar pelo estudo. Toda vez que você se interessa por uma vaga ou tem interesse em oferecer um serviço diretamente para alguém, dedique um pouco do seu tempo para estudar as possibilidades.

Como? 

No caso da empresa: busque entender o que ela faz, como faz, onde quer chegar, quais são seus valores e o que dizem as pessoas que trabalham nela. Ter esse tipo de conhecimento te dá uma noção mais clara se o ambiente e a visão da empresa dão match com o que você está buscando.

No caso da pessoa: se pergunte como seu serviço e experiência podem ajudá-la e veja se faz sentido entrar em contato com ela. 

Já me ofereceram, por exemplo, aulas de inglês pelo inbox do LinkedIn. O problema é que eu já fui professora de inglês. Não tenho interesse neste tipo de serviço. Basta dar uma olhadinha no meu perfil pra sacar.

Inclusive, toda semana aparece alguém no inbox me oferecendo serviços de que não preciso. Frustrante, né? 

Não sejamos esse “alguém”. Tenhamos em mente que é importante unir o que a oportunidade está buscando ao que você pode oferecer. Isso se chama entender.

Se eu me candidatar a uma vaga de atendimento e só falar da minha experiência como professora de inglês, provavelmente acharão que não sou a pessoa certa para o trabalho, certo?

Já cometi o erro de, no passado, enviar o mesmo texto de apresentação e o mesmo currículo para todas as empresas. Mas, se as empresas são diferentes, não seria mais esperto frisar as experiências da sua carreira que mais interessam a elas?

Isso se chama customizar.

Não tem muito segredo. Antes de prospectar ou entrar em contato com alguém para vender sua experiência, faça a lição de casa. 

2 – Conte as histórias escondidas no seu currículo

Era uma vez uma empresa que precisava de processos de pós-venda para garantir que seus clientes estavam felizes. 

Um dia, uma jovem mulher aceitou o desafio. Antes de tudo, ela se fez algumas perguntas:

Como a empresa poderia acompanhar a entrega dos projetos vendidos? Como se aproximaria dos clientes? Como garantiria que o cliente pudesse dar feedback constante?

Como a empresa teria certeza de que suas interações com os clientes estavam deixando-os felizes?

Com alguns palpites em mente, a jovem mulher começou a rascunhar processos. 

Ela fez reuniões com os times da entrega e visitou clientes. Ouviu sugestões e compartilhou cada feedback com a equipe. Lentamente, ela começou a criar uma rotina para si mesma e para o resto da equipe.

Foi fácil? Não foi. A jovem mulher sofreu tentando mostrar a importância do que fazia. Ela teve que construir uma relação de confiança com os clientes – tanto com os que estavam felizes quanto os que tinham problemas tão complexos que ela não conseguia resolver sozinha.

Mas, em meio aos erros e às tentativas, ela viu um resultado. No final de um ano, a empresa tinha um Net Promoter Score (NPS, índice que mede a satisfação e confiança dos consumidores) de 78. Esse número dizia que ela estava na área de excelência de atendimento.

A jovem mulher sou eu. A empresa é a Sofist e essa é nossa história juntos (uma parte dela, pelo menos).

Eu poderia olhar meu currículo e falar que tenho quase 4 anos de experiência em vendas e atendimento. Ao invés disso, sempre digo que tenho quase 4 anos de experiência em transformar interações com clientes em momentos valiosos. 

Pego as dores que resolvi e as transformo em história para contar.

E é muito importante contar histórias na hora de se vender para uma vaga. Hoje em dia, a empresa que não está se preparando para ter conteúdo e uma narrativa para compartilhar está ficando para trás. O mesmo acontece conosco, meros mortais.

Pense com carinho nas dores que você já resolveu em experiências anteriores e se pergunte como você pode contar isso de maneira a gerar identificação e a encantar pessoas. 

Seu currículo tá cheio de histórias – valorize isso!

3 – Networking sem diálogo não é networking

Essa aqui eu queria gritar a quatro ventos.

Tenho a impressão de que muitos de nós achamos que, para fazer networking, basta mandar um convite. Basta se apresentar e se colocar à disposição. Basta curtir um artigo e deixar um comentário assim:

Bom demais, Vitória! 👍

Ou um: Amei, amiga! Arrasou! ❤️

Nada contra o “bom demais”, o “amei, amiga” e o “arrasou”. Falo os três, inclusive. Porém, networking não é “pingar” esporadicamente a caixa de comentários de alguém com comentários “vazios”.

Networking é dialogar. É compartilhar alguma experiência, algum ponto de vista. Propor algo novo, fazer uma nova pergunta. É agregar de fato à discussão, de maneira educada e clara.

Sem diálogo, sem consistência de ideias e troca de experiências, toda a mentalidade de que as pessoas vão se conectar de verdade com você cai por terra.

E esse é um pensamento que costumo levar para além do LinkedIn. Ele se encaixa em reuniões de negócio e em entrevistas de emprego também.

Pra fechar: não tenha medo de se vender socialmente

Não posso prometer que as dicas aqui vão te fazer ganhar a oportunidade que você tanto quer. Isso depende de vários fatores que nem eu e nem você podemos controlar. Porém, posso dizer que elas irão te ajudar a explorar mais as oportunidades que aparecem no seu caminho.

E, se puder dar uma última dica, é que a gente deve aprender a se vender socialmente sem ter medo. 

Já tive vergonha de cobrar uma empresa que não me deu retorno de uma vaga. Hoje em dia, quando envio o currículo (depois que estudo, entendo e customizo), mapeio algumas pessoas da empresa para manter contato.

Mando e-mail, falo oi no LinkedIn, comento as publicações (nada de “bom demais, fulana!”) e até falo que me já me candidatei para tal vaga. Sondo se ainda há oportunidades e me coloco à disposição. Não tenho vergonha, não.

Tem gente que adora falar comigo, tem gente que nem lê o que mando, tem gente que me ignora.

Mas eu durmo um pouco mais tranquila sabendo que fui um pouquinho além, sabe? 


Bora testar as dicas? Me conta se funcionar, ok?

Tô na torcida!

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