5 técnicas de independência feminina que vão te ajudar a dirigir sua própria vida

Se você jogar o termo “independência” no Google, vai se deparar com uma definição mais ou menos assim: “ser independente é estar desassociada de outra pessoa; é não depender ou ser dominado por ela. É o estado da pessoa que tem liberdade e autonomia“. 

Bonito, né? Agora experimenta dar uma googlada em “independência e empoderamento feminino”. Você vai achar bastante conteúdo que correlaciona essas duas coisas – este é mais um deles.

Embora o empoderamento feminino seja um tema recorrente nas discussões sociais, ele abrange tantas facetas raciais, culturais, econômicas e jurídicas que muitos pontos ainda precisam de atenção no debate atual. Um deles é a independência, seja ela financeira ou emocional. 

Vou aproveitar e contextualizar o porquê da independência feminina ser tão importante hoje em dia.

O Brasil é o quinto país do mundo que mais mata mulheres. A maioria desses crimes é cometida por homens próximos à vítima, como cônjuges de relacionamentos atuais ou passados. Inclusive, o maior número de feminicídios ocorre dentro de casa, entre quatro paredes. 

As vítimas da violência contra a mulher, muitas vezes, perpetuam sua situação porque dependem financeiramente de seus parceiros e agressores. A situação fica ainda mais delicada quando elas têm filhos para criar e alimentar.

A independência financeira é uma das maiores aliadas no combate à violência doméstica. Embora o Pedro, aquele que às margens do Ipiranga gritou “independência ou morte” em 1822, não tenha cogitado a independência específica dessas mulheres, é preciso reconhecer que vivemos em um país em que, ou você é uma mulher independente ou se expõe a graves riscos.

Sei que retrato aqui uma situação extrema (e espero que você não esteja passando por ela – mas, caso esteja, liga no 180, baixa o Mete a Colher no celular ou me procura inbox que vou fazer tudo o que puder pra te ajudar). Porém, a problemática é real: quando você é independente, seja financeira ou emocionalmente, a vida fica mais fácil e prazerosa.

Vou até alugar uma frase inspiradora que o Luccas Goés usou no Método Naghol, que é:

Pessoas saudáveis querem e precisam dirigir sua própria vida.

É por isso que decidi trazer 5 técnicas de independência feminina que vão te ajudar a fazer isso. Vamos lá?

1 – Fale sobre sua independência com quem você confia

Falar sobre independência, principalmente com outras mulheres, é uma maneira de compartilhar experiências e empoderar ações. Isso mantém a ideia da sua independência viva e abre portas que você nem imagina que existem. 

Quer um exemplo? Eu e a Andreza Costa (mulher empoderada que conheci no LinkedIn) constantemente trocamos figurinhas sobre nossos objetivos de vida e como podemos ajudar uma a outra. 

Dessa troca, surgiu um super acompanhamento semanal que vamos começar a realizar juntas e que serve para controlar e otimizar as ações que irão nos aproximar dos nossos objetivos. Como trabalhamos sozinhas, cada uma na sua casa, o fato de estarmos sempre em contato me faz sentir menos sozinha e mais inspirada.

No nosso caso, funciona bastante – fica a dica para você tentar também!

2 – Preste atenção na sua saúde financeira

Não dá pra falar sobre independência sem falar de grana. Por isso, cuide bem das suas fontes de renda e analise seus gastos para entender se estão fazendo sentido com seu estilo de vida. 

Uma coisa que me empoderou bastante quando busquei entender como poderia ser mais independente foi que nem sempre você precisa, unicamente, trabalhar pelo dinheiro. Na verdade, o dinheiro pode trabalhar para você. Como? Através de investimentos! 

É sério. Leia sobre o mercado de investimentos e filtre quais fazem mais sentido para você e seus planos.

Inclusive, a internet tá cheia de mulheres, como a Nathalia Arcuri e a Nat Finanças, que podem te dar uma luz sobre como investir, ganhar mais dinheiro e ser mais dona da sua própria vida. 

Dica extra: tenha bens em seu nome e não assuma dívidas de outras pessoas. É do seu dinheirinho suado que estamos falando, okay? Dê carinho a ele. 

Outra dica extra: reserve uma parte da sua renda para a sua aposentadoria. Melhor estar precavida, né? 

3 – Não tenha medo de ser bem-resolvida

Óbvio? Juro que não é. 

Pasme, conheço muitas mulheres que têm medo de serem independentes porque sabem que algumas pessoas não gostariam que elas tomassem conta da própria vida.

Esse pensamento é compreensível, até. Às vezes nos colocamos em posições delicadas sobre nosso próprio comportamento. Querendo ou não, a ideia da mulher ideal já nos importunou em algum momento da vida e fez com que nos sentíssemos erradas e desajustadas por não correspondermos à máxima da “bela, recatada e do lar”. 

Não me leve a mal. Ser a mulher ideal não é ruim, desde que você seja sua própria mulher ideal

O que você quer para a sua vida deve estar acima de todas as pressões e opiniões externas. E, acredite, independente da maneira como você vai chegar lá na frente, as pessoas vão te criticar por ser independente e empoderada.

Então, já que não tem escapatória, faça as coisas por você mesma e não se preocupe tanto com a percepção de quem está do lado de fora.

4 – Faça do autoconhecimento parte da sua independência 

Autoconhecimento não é modismo. Estar atenta às suas emoções e investigar seus desejos e anseios deve ser parte importante do seu processo de independência. 

Ao se conhecer, você faz escolhas mais inteligentes tanto no âmbito pessoal quanto no âmbito profissional.

Vou dar um exemplo! 

Em agosto do ano passado, quando decidi que iria juntar uma boa grana para viajar o mundo sozinha, cortei um monte de gastos desnecessários. Dentre eles, os gastos com roupas que comprava sempre que ia ao shopping. Por isso, reduzi a frequência de vezes em que passeava em shoppings à toa e tentei entender porque queria mais roupas se já tinha várias em casa, algumas que nem usava. 

Resultado? Parei de comprar roupas novas e entendi melhor qual era o meu estilo, doando aquelas que não usaria ou que nunca tinha usado. Economizei e de quebra fiz uma boa ação. 

Além de aumentar seu entendimento sobre si mesma e te dar mais autonomia sobre suas ações, o autoconhecimento permite que você pense em seus valores, sua motivação e sobre a marca que você quer deixar no mundo. Vale a pena!

5 – Não se diminua

Nós, mulheres, temos a tendência de nos limitarmos por sermos quem somos – daí surgem alguns assuntos que precisam ser melhor debatidos entre nós, como a autossabotagem e a Síndrome do Impostor (temas que vou escrever sobre em uma oportunidade futura, inclusive).

Embora todos os seus sentimentos sejam válidos e mereçam a devida reflexão (como você vai notar no seu processo de autoconhecimento), já adianto que não vale a pena se rebaixar e se diminuir. 

Antes de começar a publicar artigos no LinkedIn, eu tinha medo do que as pessoas iam dizer. Tinha receio de postar meus pensamentos e “flopar”. Em alguns dias, até duvidava que tinha coisas de valor para compartilhar com outras pessoas. Mas bem, você só está lendo esse texto sobre independência feminina porque eu arrisquei e acreditei no meu potencial.

Quero que você faça a mesma coisa! Aplique esforço em se capacitar e valorize seu próprio trabalho. Perca o medo de mostrar quem você é e ao que veio. 

Quando você se abre para o mundo e mostra sua vulnerabilidade, pessoas com os mesmos problemas não hesitam em se aproximar e estabelecer conexões valiosas com você. Se unir a essas pessoas, sejam elas mulheres ou homens, é um ato poderoso. 

E, acredite, isso vai te trazer mais resultados do que construir pontes entre você e seu potencial.


Espero que os insights que compartilhei possam te ajudar tanto quanto me ajudaram quando comecei a buscar minha independência!

Tem mais algum insight para compartilhar sobre esse assunto? Me conta aqui nos comentários e vamos conversar! ❤

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