Como produzir conteúdo humanizado e gerar conexões de valor

Adquirir um produto ou serviço apenas pela necessidade tem se tornado cada vez mais raro quando falamos de consumo. Nossa postura de consumidor está mudando na sociedade. Queremos nos conectar com pessoas e marcas por meio de ideias e de experiências.

Não é à toa que o marketing de conteúdo esteja tão em alta, impulsionando marcas a criarem conteúdo valioso para seus consumidores com o intuito de gerar conexões. Para cumprir com esse objetivo, há um ingrediente que não pode ficar de fora das estratégias de conteúdo: a humanização.

Uma breve pesquisa no Google nos conta que a humanização é o “ato ou efeito de humanizar(-se), de tornar(-se) benévolo ou mais sociável”.

Se antes estávamos preocupados com o consumo unicamente pelo materialismo, hoje buscamos por experiências que agregam valor à nossa vida. Se uma marca representa os mesmos ideais daquilo em que acreditamos e defendemos, bingo! Ficamos mais propensos a acompanhá-la e a consumir seus produtos e serviços.

Isso é importantíssimo quando desejamos criar relacionamento. Afinal, hoje em dia os negócios não são apenas B2C ou B2B, mas sim H2H (human-to-human).

Logo, devemos nos atentar a como produzimos conteúdo e contamos nossas histórias para as pessoas que nos leem.

Um exemplo pessoal

Comecei a compartilhar conteúdo no LinkedIn recentemente. Embora tenha passado os doze últimos anos da minha vida me rendendo à escrita, só tive coragem de compartilhar o que penso agora.

Depois das primeiras publicações, algumas pessoas me procuraram para elogiar minha escrita ou dizer que os temas que abordo são importantes. Houve quem dissesse estar feliz que eu me preocupasse em escrever sobre o que escrevo. Isso me deixou absurdamente feliz, mas também com uma grande responsabilidade nas costas.

Já comentei que a escrita, para mim, é um dos melhores meios de conectar as pessoas. Não é por acaso que me descrevo como “uma escritora que acredita fielmente no compartilhamento de histórias e informações relevantes para mudar vidas.” Porém, sei que é necessário contar e compartilhar histórias do jeito certo.

Isso significa que, quando decido produzir conteúdo sobre minhas experiências, não posso romantizá-las, tampouco negativá-las. Tenho que ser realista e isso exige uma série de exercícios.

Toda essa responsabilidade me deixa pensando por horas. Abro minha planilha de banco de ideias e encaro os temas ali escritos, tentando escolher o próximo artigo com muita cautela.

O que posso escrever de valioso? Qual é a minha verdade? Será que preciso viver mais antes de dar a minha opinião? Posto o que quero escrever ou que meu público quer ler? Talvez você também já tenha se deparado com essas dúvidas…

Qual o jeito certo de contar histórias e gerar conexões?

Não pretendo dar uma receita mágica sobre como a sua história deve ser contada. Apenas você saberá, de fato, como fazer isso. Porém, há algumas diretrizes e valores que são importantes quando pensamos em produzir conteúdo humanizado.

Devemos contar a verdade. Sim, aquela verdade. A que não é sempre linda, nem positiva, nem esperançosa. Inclusive, na maior parte das vezes, a verdade é feia, árdua e difícil de aceitar.

Se você está imaginando por que as pessoas irão querer ler algo “feio, árduo e difícil de aceitar”, eu te explico!

Nós, seres humanos, estamos ligado a um catálogo interminável de dores, inconsistências e dúvidas. Nossa vida não é superficial. Existem entraves pelo caminho que traçamos – os mesmos pelos quais o seu público está passando. 

No final do dia, tudo o que as mulheres e os homens que formam seu público querem entender é como suavizar as dores originárias dessa jornada. É aqui que você entra, explicando como pode ajudar.

A única maneira de entender as dores do seu público e contar uma história realista é dando espaço para a vulnerabilidade. Ser vulnerável é crucial para produzir conteúdo humanizado. 

Humanizar é o oposto de maquiar e de fingir que vivemos em um mundo em que tudo funciona exatamente como deve funcionar. Inclusive, já dei a minha opinião sobre o desserviço de criar discursos romantizados que não correspondem à realidade neste artigo aqui.

Logo, não poupe esforços na hora de compreender e de falar sobre as dores do seu público; são elas que mostrarão os insights do seu trabalho e como você pode ajudá-lo. 

Ficou claro?

É claro que uma série de outros fatores deve ser considerada na sua estratégia de conteúdo. Persona, boas práticas de SEO, canais de distribuição… Você tem que manter tudo isso em mente na hora de gerar conexões. 

Porém, não deixe de pensar primeiramente no valor que você irá criar para as pessoas que te leem. Afinal, o que é mais importante: escrever para um humano ou para um robô? Você decide.


Gostou do primeiro artigo de 2020? Então deixe um comentário e compartilhe comigo o seu ponto de vista!


Foto por Tim Marshall

3 comentários em “Como produzir conteúdo humanizado e gerar conexões de valor

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